terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Franciscanos do dia - 07/02 - Santa Coleta de Corbie e Papa Pio IX





Virgem da Segunda Ordem (1381-1447). Canonizada por Pio VII no dia 24 de maio de 1807. 

O século XVI foi fértil em movimentos de reforma em quase todas as Ordens. Enquanto os franciscanos dão vida a uma prodigiosa Observância com um grupo de grandes Santos e Apóstolos, a Ordem das Clarissas também experimentou diversas iniciativas de retorno à primitiva austeridade. Para levar a cabo tal empreendimento, de promover uma reforma intensa na vida das Irmãs Pobres de Santa Clara, escolheu Deus uma humilde e corajosa virgem da França, Coleta de Corbie.

A sua vida foi, desde a infância, marcada pelo signo do milagre: nasceu duma mãe já idosa, teve um crescimento prodigioso e mostrou desde cedo tendência para a solidão, penitência e oração. 

Privada dos pais, seguiu o impulso para a vida claustral, mas, a princípio resistiu ao apelo que já recebera, de promover a reforma da Ordem, e, por isso, no seu entender como castigo, ficou durante algum tempo cega e muda. Mas, por fim, rendeu-se à vontade divina, apresentou-se ao Papa, que então se encontrava em Niza, e expôs-lhe a vontade de Deus a seu respeito. Como resultado, o próprio Papa lhe deu o hábito de Clarissa, recebeu dela a profissão da primeira regra de Santa Clara e encarregou-se de estender seu projeto de reforma a todos os mosteiros franceses de Clarissas.

Com doçura e fortaleza, Coleta empreendeu a reforma não só das Clarissas, por mandato de Bento XIII, mas também dos Frades Menores. Reformou 17 mosteiros da II Ordem na observância da estrita pobreza preconizada pela regra de Santa Clara, à qual acrescentou Constituições. Estendeu a sua influência a 7 conventos dos Frades Menores. O resultado foi uma avalanche de novas vocações de meninas, tanto nobres quanto plebeias, que na Itália se fizeram Clarissas e na França Coletinas. Morreu santamente a 6 de março de 1447, com 66 anos de idade.




Papa Pio IX



João Maria Mastai Ferretti  (1792-1878). TOF. Beatificação, 3 de setembro de 2000, por São João Paulo II  


Nasceu a 13 de maio de 1792 em Senigallia, filho de Jerônimo e catarina Solázzi. Fez os primeiros estudos em Volterra e mais tarde freqüentou o Colégio Romano. Foi ordenado sacerdote a 19 de abril de 1819 e, dois anos mais tarde fez-se Terceiro Franciscano, no convento de São Boaventura no Palatino. Acompanhou Mons. João Muzi na delegação apostólica do Chile e do peri (1823-25).

Em junho de 1827 foi sagrado bispo de Espoleto, onde pôs à prova qualidades de homem de governo. Em 1832 Gregório XVI nomeou-o cardeal e bispo de Ímola, onde muito se empenhou em apaziguar os ânimos de diversas facções políticas que exerciam uma violência sanguinária. Por morte de Gregório XVI foi eleito Papa num dos mais breves conclaves da história, e escolheu o nome de Pio IX. Promulgou uma ampla anistia para presos políticos e suavizou as condições sociais dos judeus abolindo a clausura dos guetos. Criou uma congregação para os assuntos do Estado, à qual inicialmente ele mesmo presidiu, pondo em ordem o Governo dos Estados Pontifícios. Propugnou por uma federação italiana, mas sem êxito, por oposição da Áustria.

Resistiu a todas as pressões feitas para declarar guerra a essa nação, preferindo escrever ao Imperador Austríaco pedindo-lhe o reconhecimento da Itália como Nação. A 15 de novembro de 1848 foi assassinado o Ministro Pellegrino Rossi, e Roma ficou exposta à anarquia e à pilhagem, e o próprio Papa se viu obrigado a fugir para Gaeta, onde foi acolhido pelo Rei Fernando II. Em Roma formou-se, entretanto, um governo republicano. A partir de Gaeta o Papa foi informando os governos que mantinham relações com a Santa Sé dos acontecimentos, e solicitou ajuda. Eles não deixaram de atender os seus pedidos e lhe restituíram o poder. De novo concedeu uma ampla anistia e empreendeu reformas políticas. Trabalhou com afinco na recuperação econômica do Estado, realizou importantes obras em quase todos os portos e na cidade de Roma, transformando-a numa capital moderna.

Promoveu a cultura e fomentou investigações arqueológicas. Em 1857 fez uma ronda pelas cidades dos Estados Pontifícios para escutar os súditos. Teve de suportar avanços e recuos dos governos europeus a respeito da questão romana, e de aceitar a unificação da Itália com a perda dos Estados Pontifícios: como protesto contra isso, e sobretudo contra o modo como isso foi feito, encerrou-se no Vaticano. Perante a perseguição laicista que se desencadeou em quase todos os países, foi formando um movimento católico laico em defesa dos direitos da Igreja.

O Papa começou a prestar mais atenção à Igreja na América Latina, ao ressurgimento católico na Alemanha e aos problemas da Polônia ocupa e repartida. Fomentou as missões entre os fiéis, que tinham decaído desde finais do século XVIII; empenhou-se na unificação dos cristãos dos Balcãs e do Oriente; criou uma Congregação especial para as Igrejas Orientais. Depois de consultar o episcopado de todo o mundo, a 8 de dezembro de 1854 definiu o dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria.

Convocou e celebrou o Concílio Vaticano I, que teve de ser suspenso devido à guerra entre a França e a Prússia (de dezembro de 1869 a julho de 1870) Para esse concílio convidou também as Igrejas separadas e os Chefes de Governo católicos, que tinham abandonado seu papel de defensores da fé. O concílio terminou com a constituição “De fide catholica” e a definição da infalibilidade do Papa.

Morreu a 7 de fevereiro de 1879 e foi sepultado provisoriamente no Vaticano e em seguida trasladado para S. Lourenço extramuros, de acordo com seu desejo. Foi dos pontificados mais longos da história, vivido no meio de turbulências políticas e religiosas. Apesar disso, a sua obra foi intensa e profunda em todos os campos.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Santo franciscano do dia - 05/02 - Santo Tomás Danki de Ize



(+ 1597). Mártir japonês da Terceira Ordem (+ 5 de fevereiro de 1597). Canonizado por Pio IX em 8 de junho de 1862. 


Taikosama, imperador do Japão entre 1582 e 1598, nos primeiros anos do governo foi favorável aos cristãos. Após a desastrosa guerra com a Coréia, pretendeu dominar as ilhas Filipinas, que estavam sob domínio dos espanhóis. Perante a resistência destes, em 24 de julho de 1587 promulgou um édito de proscrição dos cristãos. Contudo, a ação missionária continuou e Taikosama engavetou o decreto, mas foi seguindo atentamente, por meio de espiões, os movimentos dos missionários.

Em 1593, alguns franciscanos, chefiados por São Pedro Batista, partiram de Manila para o Japão e foram recebidos cordialmente pelo imperador. Fundaram dois conventos e dedicaram-se com afinco à evangelização dos nipônicos. Mas uma série de circunstâncias desfavoráveis reavivaram as hostilidades entre a Espanha e o Japão.

A 8 de dezembro de 1596, Taikosama mandou prender em Osaka seis franciscanos e três jesuítas e, em 31 de dezembro, em Meaco, 15 franciscanos da OFS, aos quais se juntaram durante a viagem mais dois. Aos religiosos transportados para Meaco aplicaram um castigo que se usava com criminosos: foi-lhes cortada a orelha esquerda, fizeram-nos subir para carros e percorrer várias ruas das mais movimentadas, para serem vistos pelo maior número de pessoas, no intuito de infundir terror aos cristãos e aumentar o sofrimento dos mártires. No entanto, o povo mostrava-se consternado e procurava socorrê-los. De Meaco, passando por Secai, Korazu e Facata, chegaram no dia 5 de fevereiro a Nagasaki, à Colina Santa, lugar da execução, que se realizaria por crucifixão. Assistiram a esse espetáculo macabro, numerosos cristãos e marinheiros portugueses.

Contava-se entre as vítimas Tomás Danki, natural de Ize, colaborador dos missionários e fervoroso terceiro franciscano. Da mesma forma que outros mártires, com o rosto radiante de admirável serenidade, desde esse púlpito continuava a pregar a fé em Jesus Cristo. Eram dez horas da manhã quando os esbirros, de lanças em riste, esperavam a ordem do governador para desferirem contra as vítimas o golpe mortal. Os carrascos assassinaram primeiro os religiosos e, em seguida, os outros japoneses. O último dessa gloriosa falange foi São Pedro Batista, que antes de ver consumado o seu próprio sacrifício, teve a alegria de ver partir para o céu todos esses seus filhos, condecorados com a coroa do martírio.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Santo Franciscano do dia - 04/02 - São José de Leonisa


Sacerdote da Primeira Ordem (1556-1612) 
Canonizado por Bento XIV no dia 29 de junho de 1746.


Nasceu em Leonisa, no dia 08 de janeiro de 1556. Quando completou dezesseis anos ingressou na Ordem dos Frades Capuchinhos e seu noviciado foi cumprido numa localidade próxima a Assis chamada Cárceri, onde foi ordenado Padre em 1581.

Para evangelizar em 1587 foi enviado acompanhado de outros irmãos para Constantinopla e lá fundar uma Missão. Naquele país lutou muito pela libertação dos Cristãos escravizados por um ex-bispo. Por sua pregação foi preso por ordem do sultão Muhad III. Sua sentença, ser pendurado por um gancho sobre um fogo baixo.

 A sentença foi cumprida e José passou três dias pendurado. Quando solto por não ter morrido, as feridas em seu corpo curaram-se milagrosamente. O sultão ficou espantado com o fato e mudou a sentença, banindo-o perpetuamente de Constantinopla.

Quando retorna para a Itália retomou as pregações e a evangelizações de seu próprio povo, obtendo muitas conversões. Foi responsável pela promoção por diversos atos e obras sociais, como hospitais, abrigos etc.
Faleceu no dia 04 de fevereiro de 1612, aos 56 anos, em função de um câncer. Foi Canonizada pelo Papa Benedito XIV, em 29 de junho de 1746.

Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Sagrado Coração - 1ª Sexta-feira do Mês: Conversando com o irriquieto Zaqueu.


Zaqueu, desde sempre tua figura chamou minha atenção.

És um pequeno homem encantador.
Na minha imaginação sempre te vi, de fato, de baixa estatura, irrequieto, curioso, meio à margem da vida de tua gente.

Não eras muito estimado. Compreendo. Tinhas a fama de ser um “corrupto”, um aproveitador do cargo público para fins pessoais. Coisa que não é nova. Nada nova.

Tu ouviste falar daquele que andava impressionando as pessoas e causando impacto e preocupação no ambiente.

Subiste à famosa árvore.
Movido por mera curiosidade ou já tinhas uma sede de plenitude?
Todo mundo gosta de te ver num galho de árvore, escondido pela folhagem, espreitando, vendo as coisas acontecerem…

Não podias imaginar, nunca imaginar o olhar daquele homem.
Teus ouvidos escutaram um desejo: Ele queria estar em tua casa, entrar em tua intimidade.
Devias descer depressa, muito depressa. 

Assim, o fizeste.
Recebeste esse Jesus interpelador em tua casa.

Fizeste o melhor, o melhor que pudeste e certamente teu hóspede ficou contentíssimo.
Depois não encontramos mais vestígios teus nos evangelhos…

Espero, espero de verdade que, depois, tu tenhas podido acompanhar os passos do Mestre.
Quem sabe tu estiveste perto da cruz, aos pés da cruz, durante a morte e depois da morte de Jesus.

Imagino que talvez pudeste ter visto a brecha no peito de Jesus, feita pela lança do soldado.

Espero que do peito aberto tenhas ouvido algo assim:
“Zaqueu, agora sou eu que te convido.
Vem morar na intimidade de meu coração.
Quero te acolher com todo carinho.
Repousa aqui e bebe de meu amor.
Um dia tu me recebeste com tanta alegria!
Nunca me esquecerei.
Agora sou eu que te acolho na intimidade
dos aposentos de meu amor sem limites,
este meu coração.
Faz de conta que esta é a tua casa!”

Frei Almir Guimarães

Santa franciscana do dia - 03/02 - Santa Joana de Valois



Rainha da França, viúva, da Terceira Ordem Regular (1464-1505). 
Fundadora das Irmãs da Anunciação. Canonizada por Pio XII em 28 de maio de 1950.


Filha do rei Luiz XI da França e Carlota de Savóia, Joana nasceu no castelo de Tours, em 23 de abril de 1464. Causou uma grande desilusão a seu pai que desejava um filho homem. Aos vinte e seis dias de idade, foi acertado o seu casamento, para consolidar uma aliança política, com seu primo Luiz de Órleans, de dois anos.

A menina cresceu com uma pequena deformação física, por isto aos cinco anos foi deixada no castelo de Berry, no qual o seu maior prazer era “conversar com a Santíssima Virgem”. Aos seis anos, foi convidada pelo rei a escolher um confessor. Escolheu o monge franciscano Gabriel Maria, que a Igreja também depois beatificou. Um ano depois, conversando com Nossa Senhora, durante as orações, esta a investiu de sua missão mariana: “Antes de morrer fundarás uma família religiosa em meu nome. Assim fazendo me darás um grande prazer e me prestarás um serviço”.

Como era de costuma, aos doze anos se casou com o primo, apesar da sogra tentar desfazer a aliança, que já não era conveniente. Portanto, quando o pai de Joana morreu, ela se tornou a nova rainha e o marido, o rei Luiz XII, que em seguida a repudiou. Após a anulação canônica do matrimônio, casou-se com a filha do duque da Bretanha, em mais uma união de fundo político.

Joana herdou o ducado de Berry e um ano depois, em 1498, ingressou na ordem terceira de São Francisco, em Bourges, dedicando totalmente sua vida ao próximo, a Maria e a Jesus Cristo. Seguindo sempre a orientação espiritual de seu confessor, administrou suas posses com sabedoria e caridade, de forma a ajudar os pobres e doentes. Provou isto durante uma epidemia de peste, que se alastrou pelo território francês, naquele período, mostrando todas as virtudes que carregava no coração.

Depois, com dificuldade e superando todos os empecilhos, fundou, com a ajuda do monge Gabriel Maria, uma nova instituição religiosa para irmãs, tendo a finalidade de servir a Cristo e imitar a Virgem Maria, em todas as suas virtudes. A nova família, essencialmente mariana, recebeu o nome de Congregação da Anunciação, cujo estatuto foi escrito por ela. Também por seu desejo consagrou as irmãs às “dez virtudes da Santíssima Virgem”. No final de novembro de 1504, com autorização do Vaticano confiou a congregação aos Frades Menores da Obediência, Ordem terceira franciscana.

Morreu em 4 de fevereiro de 1505, de doença fulminante, no seu convento de Berry, França. As graças e os milagres floresciam sob sua intercessão, enquanto o monge Gabriel Maria consolidava sua obra. Ele morreu vinte e três anos depois, quando as irmãs contemplativas da Anunciação, como são chamadas atualmente, já estavam espalhadas por toda a França, alcançando a Bélgica e a Inglaterra. Santa Joana de Valois foi canonizada em 1950, pelo papa Pio XII, tendo determinando o dia de sua morte para as comemorações.


Fonte: “Santos Franciscanos para cada dia”, Ed. Porziuncola.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Reflexão - Amizade


“É bom ter amigos. Eles são pontes que nos fazem chegar aos lugares mais distantes de nos mesmos” (Pe. Fábio de Melo).

Nós sempre precisamos de amigos. Gente que seja capaz de nos indicar direções, despertar o que temos de melhor e ajudar a retirar excessos que nos tornam pesados. Amigos verdadeiros nos ajudam a olhar para frente e contemplar aquilo que nos refaz na alegria e na esperança do caminho…

A amizade é como uma semente que plantamos em nossas vidas: cultivamos sempre para tê-la para sempre… 

Porém, como nada é eterno, pelo menos cultivamos para tê-la permanente, para continuar crescendo e produzindo os frutos do bem querer, da alegria de cada encontro…

Frei Paulo Sérgio, ofm

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Papa na audiência: a esperança cristã é a esperança da salvação.



Cidade do Vaticano (RV) – A esperança cristã é a esperança da salvação: este foi o tema da catequese do Papa na Audiência Geral desta quarta-feira (1º/02) na Sala Paulo VI.

Diante de seis mil fiéis, Francisco prosseguiu sua série sobre a esperança. Depois de tratar desta virtude no Antigo Testamento, nas próximas semanas a leitura será feita a partir do Novo Testamente, começando pela Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.

Quando o Apóstolo a escreve, passaram-se pouco anos da Páscoa de Cristo. A dificuldade da comunidade não era reconhecer a ressurreição de Jesus, mas a ressurreição dos mortos: dúvida que acomete os fiéis ainda hoje toda vez que perdem uma pessoa querida.

Nessas ocasiões, se questiona: “Realmente existe a vida depois da morte? Poderei rever e reabraçar as pessoas que amei?”. “Pergunta que uma senhora me fez poucos dias atrás”, contou o Pontífice.

Diante dos temores e da perplexidade dos tessalonicenses, São Paulo os convida a manter firme a esperança da salvação como um capacete sobre a cabeça:
“Eis a esperança cristã. Quando se fala de esperança, podemos ser levados a compreendê-la segundo a acepção comum do termo, em referência a algo belo que desejamos, que pode ou não se realizar. Quando se diz por exemplo: espero que amanhã o tempo seja bom. Mas a esperança cristã não é assim. A esperança cristã é a espera em algo que já aconteceu e que certamente acontecerá para cada um de nós.”


Portanto, explicou ainda o Papa, a nossa ressurreição e aquela dos mortos não é algo que poderá ou não acontecer, mas é uma realidade certa, enquanto radicada no evento da ressurreição de Cristo. Um velhinho, contou Francisco, dizia que não tinha medo da morte, mas tinha medo de vê-la chegar. “A porta está ali, é preciso caminhar até ela.”

“Esperar significa aprender a viver na espera e encontrar a vida. Quando uma mulher descobre que está grávida, todos os dias aprende a viver na espera de ver o olhar daquela criança que virá. Também nós devemos aprender essas esperas humanas e viver na espera de ver o Senhor, de encontrá-Lo. Isso não é fácil, mas se aprende: viver na espera.”

Isso, porém – prosseguiu Francisco – implica um coração humilde, pobre. Somente um pobre sabe esperar. Quem já é pleno de si e dos seus pertences, não sabe depositar a própria confiança em ninguém a não ser em si mesmo.

O Papa concluiu com uma expressão de São Paulo que o impressiona: “E  assim, estaremos para sempre com o Senhor”.

“Vocês acreditam nisso?”, brincou Francisco, convidando os fiéis a repetirem três vezes a frase de Paulo. “Assim – finalizou – com o Senhor nos encontraremos.

Fonte: http://br.radiovaticana.va/