sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Franciscano do dia - 11/11 - Bem-aventurado Gabriel Ferretti



Sacerdote da Primeira Ordem (1385-1456). Aprovou seu culto Bento XIV no dia 19 de setembro de 1753.
  
Gabriel Ferretti nasceu em Ancona por volta de 1385, e aos 18 anos, contra vontade dos pais, iniciou o noviciado entre os frades menores no convento de São Francisco do Alto, onde passado esse ano de prova se consagrou totalmente a Deus pelos votos de pobreza, castidade e obediência.
No recolhimento e no silêncio do eremitério onde passou a viver, todos concentrado em Deus e na prática da vida religiosa, aprofundou o estudo das ciências teológicas, e uma vez ordenado sacerdote, dedicou-se ao apostolado entre pobres e doentes, e não tardou muito a ser conhecido como “o padre de Ancona”.

As virtudes e raras qualidades de Gabriel não passaram despercebidas aos superiores religiosos, que em 1245 o nomearam guardião do convento de São Francisco do Alto, convento que ele se apressou  a restaurar e melhorar, sem deixar de prestar abnegada assistência às vítimas da peste que assolou a região durante dois anos.

Em 1434, os frades menores da província das marcas, reunidos em capítulo, elegeram-no ministro provincial, o que muito contribuiu para nessa província se propagar eficazmente a fiel observância da regra franciscana. O papa Eugênio IV concedeu-lhe amplas faculdades para abrir novos conventos, privilégio que ele não desperdiçou em benefício da ordem. Mas apesar das múltiplas e constantes ocupações e preocupações que tal tarefa exigia, nunca deixou de se interessar pelo seu velho convento e pelos seus concidadãos de Ancona.

Em 1438, por sugestão do seu íntimo amigo São Tiago da Marca, foi convidado pelo ministro geral P. Guilherme de Casal a pregar na Bósnia, onde já tinham anunciado a Palavra de Deus o mesmo São Tiago da Marca e outros religiosos franciscanos. Mas a assembleia municipal de Ancona, que não queria ver-se privada da solícita assistência do santo frade, pediu para o deixarem continuar na sua cidade, e a petição foi atendida. Assim, Frei Gabriel não chegou a sair das Marcas, prosseguindo na obra de assistência aos pobres e doentes da cidade.

A sua terna devoção a Maria fez dele um divulgador da coroa seráfica dos sete gozos de Nossa senhora, e a Mãe do céu recompensou o amor filial do seu servo com aparições e doces colóquios. E Deus não deixou também de premiar as virtudes do humilde franciscano com o dom da profecia e dos milagres. Cassandra, uma sua sobrinha impossibilitada de caminhar, recorreu ao valimento do tio, que com um simples sinal da cruz traçado sobre a articulação afetada a curou imediatamente.

Gabriel terminou a sua virtuosa e laboriosa carreira na terra aos 71 anos no convento de Ancona, no dia 12 de novembro de 1456, assistido por São Tiago da Marca, que no funeral exaltou as virtudes do seu santo confrade.

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